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Contramão (Marcelo Biar)


A democracia falsificada

          Quando a legalidade se constrói a despeito da moralidade é a véspera da normatização de um mundo legalmente imoral. Foi assim no Paraguai e, se não nos mexermos, será assim na América toda.

          Então foi assim. Um conflito pela posse da terra ocorre e um grupo de opositores se articula denunciando e votando o impedimento de um presidente eleito pelo povo, em apenas duas horas. O argumento para tal rapidez é que deve-se surpreender a opinião pública para que não haja reação. Sim, a opinião pública que levou o presidente ao poder, não pode se manifestar. Em nome da democracia da legalidade inicia-se um movimento absolutamente adverso aos rumos latinos da última década. Movimento isolado? Casual? Nem pensar. Articulado como nos golpes da década de 1960 e 1970 pelas forças reacionárias do continente. Pensam que estou falando dos EUA? Sim, claro que estou. Nele e em seu presidente OBAMA que muitos ainda vêem como paladino da justiça social mundial. Um herói tentando mudar os EUA. Mas é verdade, nem só de EUA vivem os golpes. Como eles são passados e vistos pelo mundo?, A Rede Globo noticiou o golpe como um ato político e deu ênfase a normalidade conquistada pela sociedade em horas. Quase como uma reação aos protestos nas redes sociais, a emissora noticiou ao público que no Paraguai ninguém reclamava mais. Ou seja, não somos nós que vamos nos preocupar.

          Liguei a TV agora de manhã e vi uma importante reportagem sobre a volta das sacolas plásticas nos supermercados. Vamos salvar o planeta! Que sacola conveniente. Aumenta o lucro direto do capital e desvia a atenção de todos.

          Bem, se o golpe no Paraguai não foi casual, nem tão pouco obra meramente interna, a quem devemos vigiar? Os donos de supermercado, ou melhor, do capital, os noticiadores da ordem (Redes Globos)... Na política, aqueles que representam esses grupos, ou seja... Essa eu deixo para vocês completarem. Só dou uma dica, a Rede Globo eu já falei. Outra dica, não é o Maluf! 

 

LADO B→ Hoje daremos duas dicas. Uma, inovando nossa coluna, é de uma entrevista concedida pelo o chanceler argentino Hector Timerman à Carta Maior, sobre o Golpe paraguaio.

 http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20453 .

A segunda dica é musical, latina e latinoamericana no sentido de sua amplitude e unidade. É o grupo brasileiro HARMONITANGO, formado por José Staneck – harmônica, Ricardo Santoro – violoncelo e Sheila Zagury – piano, interpretando LIBERTANGO, de Astor Piazzolla.

http://www.youtube.com/watch?v=MJ3Jb8pziXg

 



Escrito por Marcelo Biar às 09h00
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