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Contramão (Marcelo Biar)


Ridículos Tiranos

          A maior crise política que vivemos é a da falta de política. Nos afastaram, gradativamente, do ofício humano da política. A ditadura tem seu mérito nisso, mas não é a única culpada. Conseguiram com isso construir uma população aprisionada em si mesmo. Esperneamos nas redes sociais como detentos do mundo virtual proibidos de sair ao mundo. Com isso o resultado não poderia ser outro. Falamos de política quando tem eleição. Aliás, esta virou um evento a ser assistido tal qual olimpíadas e copa do mundo. Sim, assistida apenas. Nossa vibração com ambas, externalizada em essência, em nada difere da que temos hoje com relação a política.

          O resultado disso é candidatos altamente despreparados que não seguem nem mesmo um marketing interessante. O jovem candidato tem plataformas para a juventude. O que hoje controla o orçamento presta contas como quem mostra um balancete em reuniões de condomínio. Um outro, bom moço, fala de planos com tanto fundamento quanto os projetos de foguete que eu fazia para ir a lua com meus amigos aos 8 anos. Sim, ainda tem a ecológica que, com boa formação, expõe seus planos como se o mundo, o homem, as relações sociais e o meio ambiente fossem coisas apartadas como um picles da horta. Por fim, tem um que fala com propriedade. Que tem idéias progressistas. Mas que não se difere dos demais no tocante ao fazer política. Não me refiro a questões éticas ou coisas do gênero. Mas a práxis. Enquanto todos os candidatos se posicionarem, tão somente, como aqueles que disputam de quatro em quatro anos, quem tem a melhor idéia para gerir a cidade, estaremos respaldando a nossa anulação cidadã. Cansei de política de carta de intenções. De política de empreendedores sociais. Quero saber, para além da reforma da fachada, como serão e por quem serão construídas os alicerces desse prédio. E quem o habitará.

          Já que todos são por uma educação de qualidade, saúde para todos etc, gostaria de saber como será construída a governabilidade e a relação com a sociedade. Mas por favor, não me respondam dizendo que irão ouvir o povo. Ouvir é ato distanciado. Não adianta falar em Paulo Freire e dizer que fará POR ou PARA. To  muito afim é do COM.

          Enquanto isso, como as olimpíadas estão aí e não anulo meu voto, fecho com o jovem progressista. É quem está mais perto de onde gostaria de chegar (ainda que faltem muitas estações).

LADO B→ Homenageando o aniversário de Caetano Veloso, postamos hoje seu necessário clássico PODRES PODERES. Bom voto!

http://letras.mus.br/caetano-veloso/44764/



Escrito por Marcelo Biar às 10h09
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