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Contramão (Marcelo Biar)


É ouro!!!

          Adoro as perguntas que ninguém faz. Afinal, ainda estamos na Guerra Fria? Por que é tão importante ganhar mais medalhas do que o outro país? E se a China tivesse acabado em primeiro lugar no quadro de medalhas, seria então uma potência emergente? E não é, tendo ficado em segundo lugar? E os EUA, ufa, na última hora acabou em primeiro, então não vive sua decadência? A Globo correu em Cuba para mostrar porque ela tem menos medalhas que antigamente. É, sem o dinheiro da URSS eles não conseguem medalhas, concluiu o repórter brilhante, sem pensar no pódio da olimpíada social onde a Ilha tem menor mortalidade infantil etc. E o Brasil.. Ah, o Brasil, todo mundo cobra medalhas. Francamente, o que significa ganhar uma medalha a mais ou a menos? E se tivéssemos tido ouro num daqueles esportes que nunca vimos e nem sabemos pronunciar o nome? Em que isso mudaria nossas vidas? E o vôlei masculino, medalha de prata. Medalhista 3 vezes seguida. Xi, mas perdeu “dando mole”. E se tivesse ganho como os Russos o fizeram. De virada. Seriam heróis? Então os Russos foram heróis! Mas, se demos moles, não houve heroísmo dos Russos!

          Começo a crer que o esporte não faz bem! O importante é o que mesmo?

          Mas, enfim, assistindo as olimpíadas me deparei com uma coisa. No país da terceira pior distribuição de renda do mundo (Brasil), a maioria absoluta dos atletas vieram das camadas populares. Os locutores Globais se emocionam e exaltam suas trajetórias de vida. Não tinham o que comer... Dormiam aos montes em casas de sapê... Treinavam descalços... E o engraçado que isso não constrange ninguém. Não falo de dar condições a prática do esporte. Falo da evidência da miséria. E é desses que cobramos medalhas. Sinceramente, não invistam nas olimpíadas. Não se preocupem com o quadro de medalhas. Mas, por favor, não naturalizem o fato de pessoas viverem na miséria!

 LADO B→ Essa semana mostramos a histórica gravação de Roda Viva, no 3º Festival de Musica Brasileira da TV RECORD 1967, de Chico Buarque,  com interpretação do próprio acompanhado do MPB4. Essa postagem é uma homenagem ao MAGRO. Membro desse importantíssimo grupo (MPB4), que ajudou a escrever a história da MPB e que nos deixou essa semana.

 http://www.youtube.com/watch?v=3ALZNNUQdYM



Escrito por Marcelo Biar às 10h06
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