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Contramão (Marcelo Biar)


UM SÓ RIO?

          Só hoje percebi que SOMOS UM RIO, não é apenas uma frase de marketing eleitoral do candidato a reeleição, Eduardo Paes. Muito mais que isso, é uma idéia política que vem se reafirmando. Mas como poderia essa idéia se afirmar? Como, na “Cidade Partida”, segundo Zuenir Ventura, pode-se construir essa idéia de unidade?

          A unidade do Rio de Janeiro não está numa política para todos. Muito pelo contrário. Ta, essencialmente, na neutralização do debate. Na desistência daqueles que sempre lançaram suas vozes de antítese. Ta na naturalização da política perversa. Ta na adesão dos ex esquerda a esse modelo empresarial de gerir a cidade. Assim, desistidos de utopias, segue o Rio, de UM SÓ. E não Um Só Rio. Um Rio que não ouve e não fala com as camadas populares.

          Mas como isso se deu tão rápido? Não foi só a eficiência política desses algozes contemporâneos travestidos de empresários/gestores. Na verdade a hegemonia desses se deu facilmente pela incapacidade de ofertarmos uma política realmente diferente. Passamos décadas apenas sendo contrários a algumas práticas. No entanto, convenhamos, pouco se viu de política que partisse da camada popular. Que lhe ouvisse. O Rio não é um só. Nem no Leblon, nem na Lapa. Enquanto Liberais e Conservadores continuarem disputando quem tutela o povo que assiste bestializado, aos novos fatos, estaremos entregues a um Rio só. Um Rio não dialógico.  E o pior é que alguns acreditam estar vivendo um embate profundamente ideológico. A Lapa é pertinho do Leblon em prática. O Rio é plural. A unidade pelo silêncio do outro é nefasta!

          Cada vez mais gosto de Paulo Freire. O problema é que na Lapa também gostam dele. Mas não o praticam.

          Não por saudosismo, mas por exercício de análise político/histórica, temos que admitir. Na recente história da nossa república, só Brizola e Lula conseguiram se comunicar com o povo. Cada qual a seu estilo. Cada qual com seus defeitos e acertos. Mas só eles! E o que aconteceu? Foram chamados de populistas. Pela dita esquerda, pela Veja, pelo Globo, por todos os setores que odeiam o povo.

          Acabo de perceber. Como a dita esquerda se alia com os setores mais conservadores da mídia, vez ou outra. É, quantos comícios e postagens da esquerda moralista dão voz a Veja hoje em dia. Será que o século nos trouxe a *UDN sem macacão?...rs

          Francamente...

 

  • UDN de macacão era o apelido que Brizola colocou no PT.

 

LADO B→ Falando em Rio... ESTAÇÃO DERRADEIRA , Chico Buarque. Que tal?

http://letras.mus.br/chico-buarque/85964/



Escrito por Marcelo Biar às 13h41
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